O Problema: Quando a infraestrutura falha
Em um desastre climático, a comunicação costuma ser uma das primeiras coisas a falhar.
A falta de energia desliga antenas de celular. Cabos são danificados. Em poucos minutos, bairros inteiros ficam isolados, sem conseguir pedir ajuda ou coordenar ações básicas. Sem comunicação, equipes de resgate levam mais tempo para entender o que está acontecendo. Pessoas afetadas não sabem para onde ir, nem como encontrar apoio.
Esse vazio de informação pode custar vidas.
Quando as tecnologias de comunicação tradicionais falham, surge uma pergunta urgente: Como restabelecer a comunicação de forma rápida, simples e independente da infraestrutura existente? A solução precisa funcionar nos primeiros momentos da crise, quando cada minuto importa. E precisa servir tanto para equipes de resgate quanto para a própria comunidade afetada.
O TRIDECS surge como um projeto que busca entender esse cenário. A proposta é um kit com soluções de comunicação autônomas, que podem ser implementadas rapidamente em áreas afetadas, permitindo retomar o contato, organizar ações e apoiar as primeiras respostas ao desastre.
O que estamos buscando entender desse cenário?
Nesta primeira etapa do projeto, fomos a campo para entender o que acontece quando a comunicação desaparece.
Conversamos com equipes que atuam em situações de crise, organizações e comunidades para observar como as pessoas se organizam com o que têm disponível e o que mais faz falta nos primeiros momentos de uma crise.
Também mapeamos tecnologias que não dependem de redes tradicionais, buscando identificar quais realmente funcionam em cenários extremos e conseguem manter informações essenciais circulando.
Com isso, chegamos a uma pergunta central: seria possível criar um único kit capaz de responder a diferentes desastres climáticos no Brasil?
Seguimos avançando nessa resposta. Mas já sabemos o essencial. Esse kit precisa ser modular, funcionar de forma autônoma e ser simples o suficiente para qualquer pessoa usar, mesmo sob pressão.
Quer entender como chegamos até aqui?
Acesse o diário do projeto e veja como analisamos os diferentes cenários de desastre no Brasil e o uso de tecnologia em cada território, clicando aqui.
O que já descobrimos nesse caminho?
Ao longo dessa etapa, ficou claro que comunicação em desastres não é apenas sobre ter sinal. É sobre garantir que a informação continue circulando quando tudo ao redor para de funcionar.
Com base nas pesquisas e testes em campo, identificamos três princípios essenciais: a rede precisa se adaptar ao tamanho do desastre, funcionar sem depender de energia externa e ser simples o suficiente para uso imediato.
Esses aprendizados reforçaram um ponto central. Nenhuma tecnologia, sozinha, resolve o problema.
A solução está na combinação certa.
Por isso, passamos a focar em três frentes complementares:
Wi-Fi local, usando roteadores portáteis para criar áreas de conexão acessíveis a qualquer celular. Rádios HT, garantindo comunicação por voz direta mesmo em zonas sem cobertura. E LoRa com protocolo MeshTastic, que permitem o envio de mensagens e localização com baixo consumo de energia em áreas isoladas.
Essas tecnologias formam a base do que estamos construindo e seguimos avançando nesse caminho, testando como elas funcionam juntas em diferentes cenários reais.
O que fez essas tecnologias se destacarem?
Explore os testes e aprendizados no diário do projeto, clicando aqui.
Um projeto em construção, acompanhado de perto
O TRIDECS ainda está sendo construído.
Cada teste em campo, cada escolha tecnológica e cada aprendizado ajudam a moldar o caminho do projeto.
No blog, compartilhamos esse processo de forma aberta. O que funciona, o que não funciona e o que estamos ajustando ao longo do tempo.
Acompanhe de perto como essas decisões estão sendo tomadas.